quinta-feira, 30 de abril de 2009

- Coisa estranha.

Engraçado, amor, que a nossa música não parou de tocar.
E embora o mundo gire sem você, eu ainda não voltei a girar.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

- Bobona.

A começar por você rir de eu sorrir tanto pra você. A verdade é que passo o dia vendo coisas que quero contar quando te ver, mas quando bato os olhos em você a única coisa que consigo fazer é sorrir, porque é simplesmente bom te ver.
Você diz que tudo que eu faço tem meu jeito, e que eu não consigo fazer nada como uma pessoa normal. E às vezes você me olha com aquela cara de decepção falsa, ou finge que está bravo com o meu comportamento, mas eu sei que quando você vai deitar, você pensa nisso e sorri.
E que eu sou um bicho-do-mato, e de fato sou. E não tem nada que eu possa falar ou escrever que faça isso pelo menos parecer aceitável. Não é. Mas eu morro de vergonha do mundo, e quando não é a vergonha que me faz (não) agir, é a distração - minha fiel companheira.

Mas no fim das contas, se eu sou tão bobona, uma parte considerável é culpa sua, então eu continuo indo dormir pensando que amanhã tem sol, e tem nós.

terça-feira, 7 de abril de 2009

- Antes de fechar os olhos.

Me abraço com frio, vejo minha irmã dormindo na cama ao lado. A coberta jogada de lado, cabelo despenteado, e ela, toda esparramada.
Elefante e Sapinho, meus dois companheiros de cama já dormiram, e também encontram-se quentes.
Só eu que sou assim? Durmo abraçando minha caixa toráxica, esperando que ela se encha de alguma coisa exceto ar. Esperando que o vazio que meu coração sente não seja preenchido só com sangue. E que esse qualquer coisa seja pelo menos um pouco quente, para que eu não tenha mais que me abraçar com tanta força para parar de tremer antes de o sono me carregar.
Cheia de vazio, cheia de saudade, cheia de frio.

A noite é tão longa, que quando chega a hora de dormir, já estou com saudades de tudo.
Frio, congelando. Sou só eu que me encolho assim? Foi só o meu coração que esfriou?