terça-feira, 29 de julho de 2008

- Quando meu anjo morreu.

O sol se pôs triste, o amanhecer foi cinza - dia após dia.

E cada vez que eu abria meus olhos, na esperança de um novo dia melhor, aquele anjo me olhava com o olhar monótono, parado ao pé da cama. E me seguia em tudo o que eu fazia, sua voz monotônica de vez em quando me enchia a cabeça, me perguntando se os velhos tempos não voltariam.

Não, não queria velhos tempos de volta, aquele meu sorriso era de mentira, e meu anjo deveria saber disso. Meus passos eram firmes, mas eram firmemente desnorteados, à procura de vida e de sentimento, e meu anjo deveria saber disso.

Eu corri do anjo, me escondi, me disfarcei na multidão e nada foi capaz de tirar ele da minha cabeça. Então eu um dia não dei atenção, e no outro dia ignorei, e ele foi morrendo com minhas palavras curtas e o descaso tomou o coração dele. Até o dia em que ele morreu.

E foi assim que matei meu anjo, antes que ele me sufocasse. E é isso.

1 comentários:

Lou disse...

Talvez fosse mais fácil pegar um mata mosca :D